Nem o fator de cura nem o esqueleto de adamantium salvaram nosso amigo de ser destruido pelo fanfarrão Hugh Jackman (um dos produtores do filme inclusive) e o diretor Gavin Hood que parece nunca ter lido um quadrinho do Wolverine na vida.
Depois do filme peguei alguns gibis em formatinho (aqueles menores qua não vendem mais) e li suas origens esmiuçadas, por Chris Claremont e Frank Miller na mini-série "Wolverine" lançada em 87 e "A Arma X" do viceral e impecável Barry Smith. O personagem desses quadrinhos é um animal saguinário tentando controlar seu ódio, na realidade ele nem é um X-Men , ele só está alí pro Xavier tentar resolver a bagunça que fizeram na sua memória, por ele estaria sozinho num bar tomando uma cachaça ou procurando um canalha para arrancar o sangue.Ele é meio cachorro, corre arqueado, fica um tempão sem tomar banho, quando fica louco funga e baba que nem um lobisomem, nada daquele figura fazendo o tipo galã, se fosse para o público feminino ver um romance com o Hugh, que vissem o "Austrália", outro filme ruinzinho na qual também se meteu a senhora Nicole...
Os detalhes do projeto Arma X, onde vários desenhistas contribuiram com estudos de anatomia, criaram os instrumentos que injetaram o metal adamantium no seu corpo mal apareceram no filme mas são cruciais para se entender o sofrimento que ele carrega, seu fator de cura tenta se curar de um metal quase indestrutível , isso o torna ainda mais insano e o arrasta para seu lado assassino.
Não entendo como a Marvel pode ter tratado com tamanha negligência um personagem tão importante, depois dos ótimos "Homem Aranha 3", "Hulk 2" e "O Homem de Ferro" esperava algo muito melhor.
Um comentário:
Mas nem tudo no filme foi ruim... valeu pelas imagens mostradas do Canadá...e pela diversão de ir ao cinema...
Dani
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