quarta-feira, 25 de março de 2009

Poema Presente

De Gustavo Terra

Brincando de bate-palma com o avô

a pequena não sente

não vê no embasso dos olhos

a vida petrificada

a estátua

a espera...

em seu vestidinho amarelo celeste

ela não sente

o peso da história

de um homem

o chão a trama solta

memória

na fibra cega que a veste

fibra só brilho

fímbria agreste de sol incolor

no amarelo

ela nada vê

não é ela que sonha

ou espera o poema

ela apenas pinta

o dia novo de sempre

que voa

na indivisível

tela.

28/02/09

3 comentários:

Douglas Rodrigues disse...

Obrigado pelo presente mano.

Não entrou com forma original mas não ficou nada mal.

Grande contribuição!

Anônimo disse...

Magina...

Alexandra Almeida Rodrigues disse...

Para mim, há dois tipos de poetas: um que escreve, e o outro que vê.
Parabéns pelo Poema Presente, pois passou-me aos olhos como um filme...
Quase não percebi as palavras tentando enfileirar-se...
Vi apenas um velho, uma criança e o tempo...