Brincando de bate-palma com o avô
a pequena não sente
não vê no embasso dos olhos
a vida petrificada
a estátua
a espera...
em seu vestidinho amarelo celeste
ela não sente
o peso da história
de um homem
o chão a trama solta
na fibra cega que a veste
fibra só brilho
fímbria agreste de sol incolor
ela nada vê
não é ela que sonha
ou espera o poema
ela apenas pinta
o dia novo de sempre
que voa
na indivisível
tela.
28/02/09
3 comentários:
Obrigado pelo presente mano.
Não entrou com forma original mas não ficou nada mal.
Grande contribuição!
Magina...
Para mim, há dois tipos de poetas: um que escreve, e o outro que vê.
Parabéns pelo Poema Presente, pois passou-me aos olhos como um filme...
Quase não percebi as palavras tentando enfileirar-se...
Vi apenas um velho, uma criança e o tempo...
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